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Quando o silêncio pode ser bom conselheiro...

sex, 10/07/2015 - 11:28 -- Anônimo (não verificado)

Quando o silêncio pode ser bom conselheiro...

Vida e Carreira
10 Julho 2015

Por Maura Xerfan
Coordenadora do Núcleo de Orientação à Carreira
 

Muito se fala sobre o que o candidato deve falar em uma entrevista de emprego, mas é preciso também dar atenção para o que não deve ser dito, pois às vezes uma frase “mal dita” pode gerar diferentes interpretações e colocar tudo a perder em uma entrevista de emprego.

Quando compramos um produto ou gostamos de um serviço, nem sempre saímos por aí valorizando a imagem do produto ou da empresa. No entanto, se ficamos descontentes, propagamos aos quatro cantos nossa insatisfação. Pois é, assim, como acontece com um produto ou serviço, acontece com uma falha nossa em um processo de recrutamento. O fator negativo ganha uma dimensão grande e tem enorme peso na avaliação

Uma declaração infeliz é o oposto da desejada declaração incisiva - aquela que devemos usar mostrando os bons resultados que agregamos ao vivenciar desafios anteriores. Mas o desempenho de sua apresentação oral em uma entrevista representa, em média, metade de seu resultado final.  E, por mais que o candidato tenha ido bem em muitas etapas, uma frase mal colocada pode por tudo a perder.

Por tanto, é muito importante escolher bem as palavras e treinar a entonação. Acredite, a entonação está muito além das palavras. Ela é a principal responsável pelo impacto que causamos no ouvinte (o receptor da mensagem). Por tanto, primeiro é preciso encontrar um bom tom de voz para empregar ao seu discurso.

Acertou no tom de voz? Perfeito! Use-o com sabedoria e esteja seguro que por melhor que seja o tom de voz e sua atenção ao mencionar determinados fatos, algumas expressões devem ser evitadas a todo custo, ficar em silêncio é melhor do que pronunciá-las. E para não cair na armadilha das palavras, vale conferir a lista abaixo:

- “Meu defeito é que sou perfeccionista e trabalho muito.”

Primeiramente, vamos evitar palavras tão negativas como problemas e defeitos. O que todos temos são pontos a melhorar. Ainda assim, não tente convencer o recrutador de que tudo que faz de errado é querer ser o melhor possível ou ser trabalhador demais. Isso é lugar comum  e não convence mais ninguém.

- “ Cara, você não tem noção de como minha rotina era animal”

Guarde as gírias para as rodas de amigos. Essa informalidade excessiva não combina com um processo de seleção.

- “Sempre fui alvo de elogios em empregos anteriores”

Não é proibido falar bem de si mesmo, pelo contrário. Mas há de se ter muito cuidado com certas expressões e com o tom empregado nelas para que elas não sejam confundidas com exibicionismo ou arrogância.

- “ Detesto esse tipo de situação”

Os extremos não são bem vindos. Expressões como sempre, nunca, amo de paixão, odeio, detesto devem ser evitadas. Elas não transmitem o equilíbrio, a flexibilidade e a inteligência emocional esperada pelo recrutador.

- “Meu antigo emprego era péssimo”

Já ouviu a expressão “não cuspa no prato que comeu”? Os recrutadores seguem feito mantra, portanto, nunca fale mal do emprego anterior ou de sua antiga equipe. Aos ouvidos do recrutador essa expressão lhe faz parecer antiético.

- "A vaga é atraente, mas quanto vou ganhar?”

Não se apresse em perguntar a remuneração. Aguarde a proposta do recrutador até o final, especialmente, se a vaga for de fato atraente. Se o assunto não vier à tona, provoque uma atmosfera de negociação, mas nunca de forma precipitada.

Edição 45, da série Vida e Carreira, organizada pelo Núcleo de Orientação à (NOC) da UniCarioca

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